domingo, 16 de agosto de 2009

teresa em Gramado

O melhor curta-metragem é o melhor curta-metragem. E não foi só melhor filme: foi também melhor direção e melhor montagem. Foi incrível ouvir essa linda notícia dos teus lábios. O sonho que se torna palpável, realidade projetada na telona. Obrigada por me fazer estar presente em cada possível detalhe, desde o embrião desse sonho. Obrigada por me ligar para contar. Estou tão orgulhosa de você, da sua conquista, do seu reconhecimento público. E isso é só o começo, tenho certeza.
Amo você. Que o sucesso venha em dobro, em triplo, até cansar!

sábado, 15 de agosto de 2009

essa é pra você

Na nossa evolução, fomos projetados para a paz. Por isso, quando encontramos o outro, sorrimos: para mostrar que nossos caninos são pequenos.

Por isso, não desista, querida. Um sorriso SEMPRE abre portas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

cult but not pop

É fato: eu não sou pop.
Adoro ser low profile.
Cultivo boas amizades, mas meu telefone raramente toca para convites pops.
Não tenho um trabalho que me dá status.
Não consigo ingressos de jabá (porque não peço).
Não sou amiga de nenhuma celebridade instantânea [não sei fazer "espuminha", como diria o Trindade. No máximo, conheço de vista alguns caras respeitáveis - famosos por mérito, mas não sou amiga deles, de jeito nenhum].
Não toco na funhouse e não gosto daquele som.

Tem coisa melhor?
Ser cult sem ser pop?

Ah, eu tô tão feliz... viva o boogaloo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

telesp informa

Hoje aconteceu um fato inusitado, quase inacreditável: conheci a dona da voz que diz "este número de telefone não existe...".

Ela existe!
Acredita?!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

baby won't you please come home

Não é fácil conviver com você. Palhaço, moleque, suado. Não é fácil conviver com sua bagunça, sua inquietude, arco-íris de emoções. Não é fácil desentender o mundo que até hoje fingia entender.

Mas eu me esforço.

Porque o teu humor me leva leve como o céu de brisa que desenha nuvens mansas. Teu sorriso e tua generosidade são meu café da manhã. Tua maquiagem borrada, escorrendo pelo canto do olho depois de horas de trabalho apaixonado, chega a ser pateticamente romântica. Eu te admiro. E te fotografo: absorvo as sutilezas das tuas expressões e dos teus gestos. Amo tua grandeza tão pequenina, tuas palavras pouco ensaiadas. Tua simplicidade e teus dons manuais. Adoro tuas mãos - quando me tocam: suspiro, estremeço.

Transpiro.

Pensar que você pode não estar é fel na boca. Eternizo você em mim todos os dias, descortino o quarto para o sol entrar com você, frescor dessas manhãs invernais. Atrevo-me a me descuidar, por saber que vais cuidar de mim. Retribuo suas massagens porque me inspiro com seu prazer. Danço pisando nos teus pés - e você nunca reclama.

Pensando bem, é realmente muito fácil conviver com você.
Porque há amor. Do tamanho suficiente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

cuídame

Hoje caiu no meu colo a letra dessa linda música. E me lembrei que há um ano eu escrevi sobre cuidado e refleti muito sobre isso.
No fundo, eu sinto falta de escrever.

Cuida de mis labios,
Cuida de mi risa.
Llévame en tus brazos,
Llévame sin prisa.

No maltrates nunca mi fragilidad,
Pisaré la tierra que tú pisas.

Cuida de mis manos,
Cuida de mis dedos.
Dame la caricia,
Que descansa en ellos.

No maltrates nunca mi fragilidad,
Yo seré la imagen de tu espejo.

Cuida de mis sueños,
Cuida de mi vida.
Cuida a quién te quiere,
Cuida a quién te cuida.

No maltrates nunca mi fragilidad,
Yo seré el abrazo que te alivia.

Cuida de mis ojos,
Cuida de mi cara.
Abre los caminos,
Dame las palabras.

No maltrates nunca mi fragilidad,
Soy la fortaleza de mañana.

(Pedro Guerra + Jorge Drexler)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

te extraño

Vivenciados os limitados e mundanos interesses sexuais que nos unem, vamos pensar agora no que nos causa saudade. Saudade original. [desculpe, não quero soar clichê, mas talvez você não entenda o que eu quero dizer quando escrevo "saudade". Se isso por ventura acontecer, é normal].
O que me faz brilhar os olhos ao falar de ti? Como a boca esboça um sorriso espontâneo quando te lembras de mim? Quais odores nos recordam o nariz enfiado no cangote, o cangote sobre o travesseiro macio cheirando a você? Quais brutalidades ditas ou ousadas nos trazem de volta a sensação de estarmos próximos, tremendo, mais uma vez juntos? E o que se esconde por trás dessa dureza aparente?
As conversas. Sim, as conversas são nosso grande trunfo, nosso valor, o grande momento de êxtase, de conexão. Minha mãe um dia me disse: "minha filha, só se case com um homem com quem você tiver um papo bom, porque o resto um dia termina. As conversas nunca".
Descobri: é isso que me causa saudade de ti.
E todo o resto também.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

hello stranger

A intenção é manter esse estado de graça. De graça. Sem cobrar nada de ninguém, sem ser cobrada por nada. Porque afinal a vida é prazer. Puro prazer. Fiz um pacto comigo mesma: ser estrangeira na minha cidade, explorar novos cantos, sem medo, sem cismas, sem pudores, como se estivesse constantemente viajando, mas estando aqui. A outra ideia é bem simples: fazer um novo amigo por semana, uma pessoa que pode passar incólume ou ficar pra sempre, não importa. Afinal, nas viagens, é assim que funciona. Então hoje conheci meu amigo dessa semana. No avião, indo pra Ribeirão. Logo nos tornamos amigos de longa data, sem chance para pausas. Foram conversas leves, encaixadas, como se há muito tempo estivéssemos esperando por elas. Foram olhares cúmplices, desafiadores, íntimos. Olhares complacentes de ternura, respeitando-se nas diferenças. Despedimo-nos combinando breves trocas para manter viva a promessa de sermos simplesmente mais felizes.

É só essa simplicidade que eu almejo, a cada dia.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

swallow it, babe

tô de volta à paulicéia.
não é fácil engolir lembranças.
e nem mudar de canal em 24 horas.
hoje trabalhei que nem uma camela, deve ser pra evitar depressão pós-férias.

agora não consigo dormir.
a Simone me espera pras últimas páginas.

então vou ler e fingir que escuto o mar.