sábado, 28 de maio de 2011

panela de pressão

Outra tarde, entrei numa igrejinha com uma portinha que parecia de um conto de fadas. Era muito pequena mesmo, tanto a igreja quanto a porta. Sentei no banco ao lado do altar, olhei pra nossa senhora da Conceição e comecei a conversar com ela com toda inocência de uma criança que faz um pedido pro Papai Noel - e acredita piamente que seu pedido será atendido.

"Eu quero o pai pros meus filhos. Um cara bonito, pero no importa mucho - que fique claro que se for bonito, não vou achar ruim. Mas que seja, acima de tudo, bonito por dentro. Sincero, honesto, boa indole. Que goste dos meus amigos. E que meus amigos gostem dele. Que tenha um papo bom, bom, bom de doer de tão bom, porque isso é o que me dá mais tesão na vida: conversar. Não precisa ter dinheiro, mas sem dívidas é um requisito. Que seja bom de cama (não vou entrar em detalhes, mas pra ela eu pedi tudinho!!). Uma pessoa que tenha tons de cinza, mas muitas cores pra dividir. Que tenha um humor leve e uma boa relação com a mãe. Que tenhamos os mesmos gostos, porque esse negócio de opostos que se atraem só funciona na física mesmo. Eu quero um homem a quem eu possa amar em igual medida à medida que ele me ama. Com quem eu possa trocar de pele de vez em quando. Saborear doces e salgados, ter gatos e ver as mesmas belezas da vida".

Mas teve um pedido que eu esqueci de fazer naquela tarde pra Conceição: que esse homem seja livre e seu coração, desempedido.

3 comentários:

Lívia Maria Paes disse...

amiga,
querer de verdade é poder!....esse é o segredo da fé...
é só vc não deixar entrar um homem menos que isso [pra vc não perder tempo] que o "teu" achará caminho pra chegar até vc!
beeeijo!

Anônimo disse...

Tenho FE que a Conceição,que alias é minha chapa, vai intervir com alguem lá por cima .......
Beijinho

Anônimo disse...

Queria ser uma mosquinha para presenciar esse momento. Mas posso imaginar a cena, com muito realismo: uma mocinha linda, de coração aberto e apertado, transbordando sinceridade e um pouquinho de angústia e revelando seus desejos mais cândidos... Ah, se eu fosse desimpedido...