quinta-feira, 12 de novembro de 2009

edukatora

Essa noite sonhei que tinha sequestrado um desses ricões que anda nesses carrões. Estava a caráter: encapuzada, armada e falando grosso com o cara, que suava e tremia e acho que fez xixi na calça no sonho, não lembro bem. Entramos no carro dele (eu e uns caras que eu não sei quem são) e fomos dirigindo pela Marginal Pinheiros, quilômetros a fio, até onde a cidade escurece e a ponte divide quem "acha que é" de quem "não tem o direito de ser". O mais engraçado é que o clima do sonho era tenso pra caramba, mas eu não estava assustada, me sentia à vontade, como se fizesse aquilo todo dia. Chegamos numa quebrada lá no extremo da Zona Sul e estacionamos o carrão. O cara desceu, tremia tanto que não conseguia nem andar direito. Entramos numa casa e o levamos pra um quartinho, onde só tinha uma cama e um aparelho de som. Eu peguei meu ipod e coloquei "Vida Loka" dos Racionais a todo volume pra ele ouvir. E fechei a porta.
Acordei.
Despertei cansada de dois mundos. Porque o mundo que eu amo é um só, ele é único, indivisível. Ele é redondo, não tem arestas. Ele é colorido, não branco e preto. E todo dia (todo dia, todo dia) aquele velhinho indo buscar latinhas, olho pra ele com piedade, fotografo ele em P&B e sinto quase vergonha, porque todo mundo nasceu igual, com o direito de ser. Todo mundo faz cocô igual e espirra igual e quando morrer, vai ser igual também.
Então eu não entendo: se somos tão iguais, por que é que somos tão diferentes?

2 comentários:

Gunnar Vargas disse...

nossa, seu sonho parece uma cena de um conto que comecei a escrever e não conclui, ta no meu blog,no http://sampanoturno.blogspot.com/2008/07/proposta-risonha.html

Beta disse...

É, Gu, talvez o seu seja um tiquinho mais violento, não?
rs...
beijo