Sou uma pessoa que sabe viver com pouco. Talvez não exatamente com pouco, mas com coisas simples. Não me conformo com a ideia de pagar 400 mil dinheiros por um pedaço de ar, um apartamento. Não concebo adquirir um par de sapatos ou uma bolsa por mil dinheiros. E não me importo em andar com meu carrinho velho (quando uso) porque acho um despropósito colocar mais um veículo na rua. Pratico a economia solidária, na medida do possível - e cada vez mais acredito em um novo modelo de troca, que não só a moeda. Dinheiro não está na minha lista de coisas mais importantes, acho que nunca vai estar. Tendo pro básico e pra uma vida divertida, pra que mais??
Mas hoje (só hoje), eu queria ter 30 mil reais pra realizar um sonho já tão antigo que tá caducando de velho. Eu queria ter 30 mil pra gerar reflexão, educação, conexão. Fazer uma coisa bonita e oferecer isso pro mundo, pras pessoas serem mais felizes. E tô numa gastura terrível, porque a sensação de que o que eu tenho de bonito pra doar pro mundo está (em algum momento) diretamente ligado ao dinheiro é extremamente aflitiva. Estou com vontade de vomitar. E de gritar. Bem alto.
Esse idealismo ainda acaba me matando.
Puta que o pariu, mundo injusto do caralho!
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
tudoaomesmotempoagora
socorro: férias. Preciso sair dessa cidade maluca, que nunca, nunca, nunca dorme. Inclusive eu não durmo, fico aqui pensando na viagem, no trabalho (ou na falta dele), no frila, no tás a ver?, no imbecil com quem saí na semana passada, no outro com quem saí na semana retrasada. Rememoro os encontros de ontem, as cervejas de hoje. Concluo que a minha vida é muito boa e o mundo tá muito gay, caramba! ... o canto, a conta bancária, todas as coisas que ainda quero fazer, todas as que quero deixar de fazer. E no que vou ler nas férias. Hoje fui ver "Empoeirados" no Oficina. Fazia anos que não ia lá e que não ouvia uma das músicas que eles cantaram na peça, canção tão doce, como tudo que a Ceumar faz. E essa música me trouxe outro pensamento: que a arte existe pra nos lembrar de que estamos vivos. São Genésio, conceda a todos o ganha pão, para que não nos esqueçamos da vida.
sábado, 24 de abril de 2010
lindo, conciso e preciso
"Our culture embodies the sense we make of our lives; it is built on the values we share and the ways we come to terms with our differences; it deals with what matters to people and communities: relationships, memories, experiences, identities, backgrounds, hopes and dreams in all their diversity. And most of all, our culture expresses our visions of the future: what it is we want to pass on to future generations. Our culture connects our present with our pasts and with the future we imagine. It is with culture that we make the connections, the networks of meanings and values, and of friendship and interest, that hold us together in time, in place and in society. Our culture describes the ways we tell each other our stories, how we create our sense of ourselves, how we remember who we are, how we imagine who we want to become, how we relax, how we celebrate, how we argue, how we bring up our children, the spaces we make for ourselves. Our culture is the expression of our desires to be happy, our desires to belong, our desires to survive and, above all, our desires to be creative".
Jon Hawkes - 2003
Jon Hawkes - 2003
sábado, 6 de junho de 2009
ócio criativo
É fato. O artista precisa de tempo "ocioso".
O escritor - artista da palavra - precisa de tempo "ocioso" para se inspirar. O tempo ocioso aos nossos olhos é o seu ofício, sua carpintaria, seu adquirir poesia em protagonizar pequenas coisas. Suas grandes ideias literárias dão trabalho, vêm de uma sensibilidade incompreendida, curtida e cumprida, de uma observação despressurizada, sem pressão, sem pressa. Desenvolver essas grandes ideias não é um dom, mas um exercício. Um exercício que neste momento sou incapaz de fazer.
A semana foi pesada.
Pesada.
E eu estou repetitiva.
Repetitiva.
O escritor - artista da palavra - precisa de tempo "ocioso" para se inspirar. O tempo ocioso aos nossos olhos é o seu ofício, sua carpintaria, seu adquirir poesia em protagonizar pequenas coisas. Suas grandes ideias literárias dão trabalho, vêm de uma sensibilidade incompreendida, curtida e cumprida, de uma observação despressurizada, sem pressão, sem pressa. Desenvolver essas grandes ideias não é um dom, mas um exercício. Um exercício que neste momento sou incapaz de fazer.
A semana foi pesada.
Pesada.
E eu estou repetitiva.
Repetitiva.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
a comoção de ser visto
"Porque o branco desfrutou durante três mil anos do privilégio de ver sem que o vissem; tratava-se de puro olhar, a luz dos seus olhos resgatava todas as coisas da sombra natal, a brancura da sua pele também era um olhar, de luz condensada. O homem branco, branco porque era homem, branco como o dia, branco como a verdade, como a virtude, iluminava a criação tal como uma tocha, desvendava a essência secreta e branca dos seres. O que esperáveis que acontecesse quando tirásseis a mordaça que tapava as bocas negras? Que vos entoassem louvores? As cabeças que os nosso pais tinham dobrado pela força até o chão, pensáveis, quando se reerguessem, que leríeis a adoração nos seus olhos? Ei-los em pé, os homens negros que nos olham, e faço votos para que sintais, como eu, a comoção de ser visto".
Sartre
SOSO arte contemporânea africana
Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji, Yonamine
Avenida São João, 313
2o andar Centro São Paulo
inauguração: 05 de fev
de 06 de fevereiro a 21 de março de 2009
segunda a sexta: das 11h00 às 19h00 sábado: das 11h00 às 16h30

Yonamine, Angola, http://yonart.blogspot.com/
Sartre
SOSO arte contemporânea africana
Cláudia Veiga, Ihosvanny, Kiluanji, Yonamine
Avenida São João, 313
2o andar Centro São Paulo
inauguração: 05 de fev
de 06 de fevereiro a 21 de março de 2009
segunda a sexta: das 11h00 às 19h00 sábado: das 11h00 às 16h30

Yonamine, Angola, http://yonart.blogspot.com/
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