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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

perdas e ganhos

Um tufão passou por aqui bagunçou um pouco a vida, mas deixou bons legados.

Ganhos
- Voltei a usar Phebo (como algum dia eu pude deixar de usar?!).
- Retomei a escrita afetiva.
- Comecei a sonhar de novo.
- Descobri que óleo de coco é bom pra tudo (mesmo).
- Me lembrei que qualquer coisa é possível.
- Percebi que há dores imensuráveis - e que as minhas são minúsculas.
- Me dei conta (sem me dar conta) que amor não é sexo e sexo não é amor.
- Reafirmei que os opostos não se atraem. Se distraem.
- Quebrei (mais) paradigmas.
- Superei alguns (poucos) preconceitos.
- Percebi que nem todo fim precisa ser dramático. 
- Descobri que quanto menos a gente procura, mais a gente acha.

Perdas
- Você.







sexta-feira, 29 de setembro de 2017

elevador geolocalizado

Apressada como sempre, amarrou o cadarço no hall enquanto esperava o elevador chegar. Atrasada como sempre, entrou afobada já pegando o blush de dentro da bolsa. Até chegar no térreo daria pra dar um tapa (na cara). Esta cara ainda jovem, de uma menininha, diziam alguns (uma leoa, na verdade). 

Lançou um olhar de poder pro espelho. Ainda daria tempo de passar o rimmel. De repente sentiu o solavanco do elevador, parou no 4. Abre a porta aquele moço grisalho simpático. Ele tem uma moto dessas grandonas, os menino pira tudo na moto do cara. 

- Bom dia.
- Bom dia.
O bom dia foi meio desprezível, de costas mesmo. Os olhos se cruzaram no espelho do elevador. Tantos anos morando no mesmo edifício e ela nunca havia percebido que esse moço poderia ser interessante. Na verdade ele não era - não para ela. E o fato deles terem se cruzado num aplicativo de relacionamento geolocalizado na noite anterior não o tornava mais interessante. A única coisa que eles pareciam ter em comum realmente era morar no mesmo prédio.

- Tudo bem? 
- Tudo... e você?
- Seu cadarço tá desamarrado.
- Ah, nossa, to sempre correndo apressada... amarrei o de um pé só (risos).
- Não se apressa tanto não...
- Como?
- Tive um infarto no mês passado. Eu estava sempre muito apressado. 

O elevador chega no térreo. Ele abre a porta sorrindo.

- Desculpa te falar assim, é que depois dessa experiência eu aprendi tanto...
- Imagina...uau, mas que bom que você está bem, né? Recuperação rápida!
- Quase morri. E quase morrer é uma sensação muito louca. Na verdade eu acho que morri mesmo, porque agora sou outro. Você tá indo pro metrô?

De repente, ela sentiu ternura por aquele homem. Como se compartilhar um milimetro de intimidade tivesse o poder de tornar as pessoas subitamente interessantes.

Em apenas quatro andares.

- Estou sim. Como você se chama mesmo?
- Luiz, prazer. Eu também to indo pro metrô. Vamos juntos?
- Vamos. Prazer. E feliz vida nova :) 

Pra quê mesmo a gente precisa de aplicativos de relacionamentos se a gente pode conhecer as pessoas no elevador?


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Comunica(dor)

Estou com muita dor. Pensei que talvez não fosse um bom momento para escrever. Mas é das dores que nascem as curas, e está sendo lindo ver isso brotar do meu corpo, da minha garganta. Arde, arranha, dói, inflamada como um vulcão.

A garganta, canal da minha comunicação: ao mesmo tempo minha fortaleza e o lugar onde me sinto tão vulnerável. Se lanço flechas, ferem. Se não lanço, o silêncio fere a mim. Profundamente. A não-resposta. A garganta (sempre ela) pigarreia para não deixar sair. Fingir não se importar nunca funcionou pra me apaziguar. Não guardo mágoas, mas as migalhas - aquelas que insistimos em não varrer - incomodam.

Já lancei muitas flechas. Já feri muito. Hoje prefiro resguardar as relações. Aguardo com paciência a sabedoria do tempo para acessar o que não falei. E o que devia ter falado. Será que devia ter falado? O que é de fato relevante? Aguardo e guardo ainda a um alto custo. Porque eu gosto mesmo é de varrer migalhas - e não para debaixo do tapete. Gosto de tudo "bem limpinho e arrumadinho", como diria alguém que eu conheço. Não deixo pra lá. Sabe-se lá onde é este "pra lá", vai que ele aparece de novo aqui - e via de regra aparece.

Então firmo aqui essa comunicação amorosa, diretamente do coração. O que eu tenho pra te falar vai te trazer curas. O que eu ouvir de você também. Vamos abrir este espaço saudável de crescimento e verdade. Verdade sempre.



domingo, 14 de julho de 2013

velhos escritos

Ler emails antigos é como abrir aquele baú cheio de memórias, é uma alucinante viagem ao passado, recriando cenas, cores, sorrisos e lágrimas. Lembrei de pessoas de quem já havia esquecido - e decidi que quero retomar contato com algumas delas. Percebi que umas passaram, mas que sempre houve alguma troca válida nessa passagem. Senti que outras nunca vão passar, por mais passado que sejam. Li sobre momentos difíceis, dores de amor nem se fala, sarcasmo e ironia fina, mil projetos começados, outros tantos realizados, outros mil que ficaram só na ideia mesmo. Velhos escritos me atualizam, me despertam pras coisas que empreendi com brilho, garra e amor. Quero sentir isso de novo e agora de forma mais inteira, não por simples experimento, mas por convicção. Agora que sou dois para sempre.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

bliss

Vou confessar uma coisa: faz tempo que não me sinto assim. Essa lufada de vento que escancarou a porta, a janela, a camisa, a boca. Parece um tufão, um swell gigante desses que cobrem o pier do porto...
Fiquei tão tonta que decidi ir ao médico. Disse a ele que devia ser o labirinto, mas ele receitou remédio pro coração: serenidade. É indicado que eu viva tudo com os olhos e ouvidos bem fechados para o resto do mundo. É profundamente indicado que eu me esqueça do abandono, das ameaças, que eu limpe meu dna emocional das marcas e feridas. "Isso aí é felicidade na certa", ele disse. "Só que tudo em excesso faz mal, você sabe, né?"
Pra amenizar os sintomas: mergulhos no azul, muitos jantares com amigos, algum sol e duas sessões de cinema.

Viver tudo novo.
De novo, mas como se fosse a primeira vez.

O segredo não é correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim pra que elas venham até você.
[Quintana]

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ano novo

É muito bom fazer aniversário!! Queria que fosse todo mês. Receber abraços longos, afagos, amigos, palavras bonitas e desejos de tudo que é mais lindo e positivo no mundo. Ter vontades e mimos realizados num piscar de olhos. Ganhar bolo, sorrisos, presentes, sonhos de padaria e beijos.
Definitivamente: aniversário devia ser mensal!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

sorriso

Fechei a porta e o dong tocou. Me contaram que o dong, quando vibra, deixa pra fora todas as energias negativas, protegendo a casa das coisas estranhas e mantendo aqui dentro apenas aconchego. Funciona mais ou menos como os sapatos, que eu tiro antes de passar a soleira, diariamente, para livrar o ambiente das cargas da rua.
Então, depois de um show louco, chocolate, massagem e longo abraço (e outro), você calça os sapatos e me deixa um sorriso no rosto. Permanente. Que até agora, 20 minutos depois, teima em quase me causar caibra nas bochechas. Me deixa com esse sentimento que não sei explicar - e que bom que é não saber explicar alguma coisa na minha vida! É bom e isso basta. Preenchimento. E sorriso.

onda

Hoje, no metrô, um menino lá sentado e muito compenetrado estudava física. No caderno dele estava escrito: "onda - propagação de uma perturbação através de um meio transferindo energia, mas não massa". Fiz questão de anotar, porque minha vida está sendo inundada por ondas de energias muitos boas.
Quase un tsunami, na real.
Amén.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

tás a ver?

é assim que a gente trabalha...



+ em tasaver.org

terça-feira, 20 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho

Esse vídeo é fruto de um trabalho incrível do qual estou participando com um grupo de pessoas inspiradoras e pulsantes. A elas, e a todas as outras que por tabela conheci, manifesto minha maior gratidão pelos novos óculos que estamos aprendendo a usar, pelo crescimento que estamos mutuamente nos proporcionando.

Movimento Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho from rita monte on Vimeo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

tás a ver?

É isso, gente. E muito mais.



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

hello stranger

A intenção é manter esse estado de graça. De graça. Sem cobrar nada de ninguém, sem ser cobrada por nada. Porque afinal a vida é prazer. Puro prazer. Fiz um pacto comigo mesma: ser estrangeira na minha cidade, explorar novos cantos, sem medo, sem cismas, sem pudores, como se estivesse constantemente viajando, mas estando aqui. A outra ideia é bem simples: fazer um novo amigo por semana, uma pessoa que pode passar incólume ou ficar pra sempre, não importa. Afinal, nas viagens, é assim que funciona. Então hoje conheci meu amigo dessa semana. No avião, indo pra Ribeirão. Logo nos tornamos amigos de longa data, sem chance para pausas. Foram conversas leves, encaixadas, como se há muito tempo estivéssemos esperando por elas. Foram olhares cúmplices, desafiadores, íntimos. Olhares complacentes de ternura, respeitando-se nas diferenças. Despedimo-nos combinando breves trocas para manter viva a promessa de sermos simplesmente mais felizes.

É só essa simplicidade que eu almejo, a cada dia.