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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
um pouco mais sobre mim
Hoje, depois do almoço mais indigesto de 2010, senti uma imensa sensação de gratidão. Aprendi muito mais sobre mim e sobre o mundo. Falei pouco, ouvi muito, coisas muito importantes, fortes, difíceis. Este ano do tigre veio com tudo, pra destruir o que não é pra ser, pra limpar os caminhos: começa com um estrondo, termina com um choramingo.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
gastura
Sou uma pessoa que sabe viver com pouco. Talvez não exatamente com pouco, mas com coisas simples. Não me conformo com a ideia de pagar 400 mil dinheiros por um pedaço de ar, um apartamento. Não concebo adquirir um par de sapatos ou uma bolsa por mil dinheiros. E não me importo em andar com meu carrinho velho (quando uso) porque acho um despropósito colocar mais um veículo na rua. Pratico a economia solidária, na medida do possível - e cada vez mais acredito em um novo modelo de troca, que não só a moeda. Dinheiro não está na minha lista de coisas mais importantes, acho que nunca vai estar. Tendo pro básico e pra uma vida divertida, pra que mais??
Mas hoje (só hoje), eu queria ter 30 mil reais pra realizar um sonho já tão antigo que tá caducando de velho. Eu queria ter 30 mil pra gerar reflexão, educação, conexão. Fazer uma coisa bonita e oferecer isso pro mundo, pras pessoas serem mais felizes. E tô numa gastura terrível, porque a sensação de que o que eu tenho de bonito pra doar pro mundo está (em algum momento) diretamente ligado ao dinheiro é extremamente aflitiva. Estou com vontade de vomitar. E de gritar. Bem alto.
Esse idealismo ainda acaba me matando.
Puta que o pariu, mundo injusto do caralho!
Mas hoje (só hoje), eu queria ter 30 mil reais pra realizar um sonho já tão antigo que tá caducando de velho. Eu queria ter 30 mil pra gerar reflexão, educação, conexão. Fazer uma coisa bonita e oferecer isso pro mundo, pras pessoas serem mais felizes. E tô numa gastura terrível, porque a sensação de que o que eu tenho de bonito pra doar pro mundo está (em algum momento) diretamente ligado ao dinheiro é extremamente aflitiva. Estou com vontade de vomitar. E de gritar. Bem alto.
Esse idealismo ainda acaba me matando.
Puta que o pariu, mundo injusto do caralho!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Dorothy Lamour
A cidade me engole, pareço viver três dias em um. Encontro pessoas de universos diferentes em um curtíssimo espaço de tempo, faço milhares de coisas, preencho meus sentidos com tudo o que chega. Antropofagia pura. Os dias têm sido frenéticos, é preciso me manter aquecida desse frio medonho. Eu sei me entreter, não posso negar, às vezes passo da medida. Hoje, por exemplo, meu dia durou 18 horas - e foi dividido em muitas partes legais. Uma delas foi assistir "moi, un noir" do Jean Rouche com a Ju e com o Tato. Sensacional! O cara é um gênio, o filme é simplismente uma piração, desde a concepção, até a linguagem e a edição. Uma abordagem extremamente política sem ser maçante, muito pelo contrário, utilizando bom humor e leveza. Roteiro primoroso.
A única coisa que eu realmente mudaria é a decisão final da Dorothy Lamour. Grande sacanagem, porque o Constantine realmente gostava dela. Mas como o filme imita a vida, tá tudo certo: as pessoas que se gostam também tomam decisões equivocadas.
A única coisa que eu realmente mudaria é a decisão final da Dorothy Lamour. Grande sacanagem, porque o Constantine realmente gostava dela. Mas como o filme imita a vida, tá tudo certo: as pessoas que se gostam também tomam decisões equivocadas.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
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