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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ano novo

É muito bom fazer aniversário!! Queria que fosse todo mês. Receber abraços longos, afagos, amigos, palavras bonitas e desejos de tudo que é mais lindo e positivo no mundo. Ter vontades e mimos realizados num piscar de olhos. Ganhar bolo, sorrisos, presentes, sonhos de padaria e beijos.
Definitivamente: aniversário devia ser mensal!

domingo, 14 de março de 2010

a torneira do filicas

Depois de falar incansavelmente de ti, levantei para ir ao banheiro. Geralmente minhas idas ao banheiro no Filial são eventos sublimes de observação: a mulherada muy bêbada fica engraçadíssima usando superlativos com o espelho, fofocando sobre os moços do balcão ou arrumando a alça do sutiã. Mas neste meu bar cativo existe uma particularidade que torna a ida ao banheiro mais divertida. E eu sempre caio nessa pegadinha infame... quando dou por mim já estou gargalhando em frente ao espelho. Ocorre que a torneira da pia é normal. Normal, digo, não é daquelas com sensores hi-tech ou a outra que você aperta e sai um macio jato de água. É uma torneira normal, sabe? Daquelas de rodar que você tem em casa? Só que TODA VEZ, já com vários chopps na cuca, vou lá e dou aquela apertadinha pra água sair. E ela não sai. E eu aperto de novo. Nada. Aí eu olho no espelho e repito pra mim mesma "porra, faz dez anos que você vem nesse mesmo banheiro abafado e fedido, você ainda não sabe que tem que abrir a torneira rodando??". É, eu não aprendo.
Bem, nesta noite quente, entrei no banheiro e, enquanto fazia xixi, lembrei da torneira. Ah, hoje essa danada não me pega!, pensei. Me posicionei estrategicamente em frente à pia, coloquei o sabão sobre a palma da mão com cuidado e rodei a torneira até a água jorrar abundante. Vitória!
Foi neste momento então que olhei para o lado e notei minha companheira de banheiro praticamente esmurrando a torneira e passando insistentemente a mão sob ela, na tentativa de tirar uma gota de água daquele aparato jurássico. Ela me olhou atônita: "como sai água desse treco???".
Eu ria de dobrar, e ela deve ter me achado uma louca, obviamente.
Ai, ai, adoro essa torneira retrô.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

exercício experimental da liberdade

Fiquei um pouco raivosa com esse congresso. Incomodada naquele ambiente, porque jornalista baba ovo o tempo inteiro e se acha o rei das cocadas de todas as cores (depois dizem que artista é que tem ego desmesurado...). E quando alguém diz uma coisa que vem do coração, vira piegas. Legal é reclamar das horas trabalhadas a mais e do parco salário recebido em troca. Ir pro Filial depois do fechamento, pedir um chopp pro Ailton e ficar reclamando do fechamento, esbanjando cansaço, exibindo olheiras. Adorei quando o Danilo Miranda disse pra todo mundo ouvir: "vocês me desculpem, mas tá cheio de colega de vocês por aí fazendo gênero...". Em grande medida, esse comportamento, essa persona fake que você vai assumindo à medida que entra nesse rol, foram os responsáveis pela minha escolha em me afastar do jornalismo. Não foi escolha fácil, mas pensada. Como em qualquer outra profissão, tem muito pouca gente que acredita no que fala - e que pratica o que fala. Mas nessa profissão não dá pra aguentar essa discrepância. Não dá pra você dizer uma coisa e escrever outra, não dá pra você dar a tua cara pra bater por coisas em que você não acredita.
Bom, pra mim não deu.
... mas tem muita coisa boa também. E muita gente boa e competente, que se envolve, faz jornalismo com paixão genuína. E hoje, apesar de ter passado o dia com a cabeça estourando, os olhos ardendo febris, os pensamentos em qualquer lugar menos onde eles deveriam estar, pensei nisso.
Ouvi a Ana Maria Tavares dizer que a arte é o exercício experimental da liberdade. Essa frase caiu como um colírio nos meus ouvidos. Sem perceber, acho que apliquei isso à minha vida, ao meu caminho profissional. Estou, a cada dia, exercitando experimentalmente a minha liberdade, fazendo o que eu amo. Leitora curiosa, executora de projetos, neo-chefe, cantora, dialogadora voraz, blogueira, estudante sedenta, criadora de ideias...
O mais legal dessa vida (MESMO) é que a gente pode ser o que quiser.
Inclusive jornalista.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

cidade partilhada

Estive pensando uma coisa sobre territórios: o Filial é meu. O Genial, com seu arroz de polvo, é seu. A Roosevelt é seu pedaço - quase proibido pra mim. Da Consolação pra cá, sentido Higienópolis, é onde ganho meu pão. Desconfio que não esteja aparecendo por lá nem mesmo para ir ao Itaú ou tomar um açaí no seu amigo. Partilhamos cordialmente a mesma cidade, um território tão pequeno desta imensa cidade. Separados apenas pela consolação, onde geralmente as histórias terminam.
A Augusta... essa é de domínio público. Território Neutro. Puta - agora fashion - deusa dos emos, dos descolados e dos "qualquer-coisa".

Quem sabe voltamos a nos cruzar entre a podridão dos puteiros.

A sorte é que o Ailton voltou pro Filial!