Por que diabos insisto nessa profissão???
http://www.youtube.com/watch?v=Njjeb2bN578
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
apesar dos defeitos
As relações saudáveis têm o caráter da troca e relacionam-se a um entendimento mais amplo desse forte sentimento humano que é o amor. Amar significa relacionar-se ao pacote completo, encantar-se com as qualidades sem negar os defeitos, ou seja, amar apesar dos defeitos.
sábado, 20 de junho de 2009
malditos hormônios
indiferença irritação falta de vontade impaciencia preguiça
à flor da pele, tudo
dor choro porrada sono
acupuntura yoga respira, filha da puta, respiiiira!
à flor da pele, tudo
dor choro porrada sono
acupuntura yoga respira, filha da puta, respiiiira!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
frase bonita que ouvi hoje
Tem maquiagens que maquiam, e maquiagens que revelam.
A sua é das que revelam.
A sua é das que revelam.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
frágil
sabe qual é a impressão que eu tenho??? Que eu só estou esperando alguma coisa dar errado, qualquer coisa, pouco ou muito errado, não importa. Qualquer sinal de que vou me frustrar, de que vou ser deixada na mão, de que a chave vai ficar lá na portaria. Estou respirando curtinho, meio no susto, esperando a chance de bradar: "eu sabia!".
A impressão que eu tenho é que tô esperando qualquer uma dessas coisas acontecer pra poder cair num choro convulsivo.
Mas meu santo é forte. Nada vai dar errado.
Certo?
p.s.: esse frio tá foda!
p.s.2: é cambaleando em companhia que a gente se segura!
A impressão que eu tenho é que tô esperando qualquer uma dessas coisas acontecer pra poder cair num choro convulsivo.
Mas meu santo é forte. Nada vai dar errado.
Certo?
p.s.: esse frio tá foda!
p.s.2: é cambaleando em companhia que a gente se segura!
terça-feira, 16 de junho de 2009
i told you i was trouble
Lembra quando a gente foi pro sítio da paulinha ouvindo amy winehouse?!?
'Cause you're my fella, my guy...
Hoje me deu saudades.
cara, tô precisando me apaixonar.
U-R-G-E-N-T-E!
'Cause you're my fella, my guy...
Hoje me deu saudades.
cara, tô precisando me apaixonar.
U-R-G-E-N-T-E!
domingo, 14 de junho de 2009
voltando pra casa
Essa semana foi uma grande abstração na minha vida. Participei do 23 Congresso internacional do ISPA (International Society for the Performing Arts), evento que reuniu mais de 300 gestores culturais, artistas e produtroes de 23 países aqui em São Paulo. Conheci muita gente bacana, passei por experiências únicas, fiz contatos que serão uteis para o meu trabalho, outros certamente essenciais para a vida. A festa de encerramento foi na Sala São Paulo. Chiquérrima e super bem cuidada, como foi todo o congresso, que ocorreu em diversos locais, desde o Museu de Arte de São Paulo, passando pelo Parque da Água Branca, até o CEU Alvarenga, zona sul da cidade. Comi e bebi maravilhosamente bem, estive ao lado da Fernanda Montenegro, jantei com Benson Puah, dancei até a perna pedir arrego, dei muita risada.
...
E o que causa em mim (quase sempre) o desconforto repentino?
Encontrei com a Andreia Dias, da Banda Glória, enquanto ambas atacávamos a mesa de doces: - Andreia, oi. Queria te dizer que você - quando ainda tinha cabelos compridos - fazia minhas noites felizes no União Fraterna. Você canta que é uma delícia!
Ela sorriu amarelo, colocando na boca um bocado de morango com suspiros. Suspirou.
Eu perguntei: - Você tá feliz? (que ideia, perguntar isso bêbada às 2h00 da manhã pra uma cantora...)
- Mais ou menos... - respondeu ela. - É engraçado, agora que a banda tá bem, minha carreira solo está em destaque, entra muito pouca grana. Isso dá um bode...
Seguimos conversando. Confessei que, naquelas noites de 2005, enquanto ela cantava sacolejando seu vestido vermelho, sua música embalava minha dança apaixonada com um homem muito importante na minha vida.
- Que bom! (sorriso menos amarelo). Vocês ainda estão juntos?
- Não... mas ele foi um grande amor.
- ah, então, é isso que importa!
Depois disso, ela voltou ao palco, eu à pista, mas tudo ficou meio sem sentido. Passei a semana discutindo como viabilizar e fazer circular bens culturais, em como facilitar seu acesso à população, formar platéias, e a cantora afirma que simplesmente não consegue tirar seu ganha pão do seu ofício.
Fui para o canto da pista de dança e fiquei observando, pela vidraça, a Estação Julio Prestes. Duas moças arrastavam seus rodos limpando o chão e os trens parados na plataforma. Dois seguranças se encolhiam dentro de seus casacos, buscando se proteger do frio. Eu, do lado de dentro, ensaiava uns passos de samba e os convidei pra dançar com um sorriso. Eles retribuiram, mas não se moveram. E de repente uma incrível melancolia me invadiu. Olhei pra aquela cena e percebi que nada mudou. Há séculos, há quem dança do lado de cá do vidro e quem, lá fora, nunca entrará na dança. Há séculos que ninguém olha pra isso e nem quer olhar. Há séculos continuamos perpetuando essa lógica. Até quando, meu Deus?!
Hoje [voltando pra casa] desejei ardentemente ser uma daquelas mocinhas que se confessam e guardam dentro de si um pouco de serenidade.
Simone de Beauvoir
...
E o que causa em mim (quase sempre) o desconforto repentino?
Encontrei com a Andreia Dias, da Banda Glória, enquanto ambas atacávamos a mesa de doces: - Andreia, oi. Queria te dizer que você - quando ainda tinha cabelos compridos - fazia minhas noites felizes no União Fraterna. Você canta que é uma delícia!
Ela sorriu amarelo, colocando na boca um bocado de morango com suspiros. Suspirou.
Eu perguntei: - Você tá feliz? (que ideia, perguntar isso bêbada às 2h00 da manhã pra uma cantora...)
- Mais ou menos... - respondeu ela. - É engraçado, agora que a banda tá bem, minha carreira solo está em destaque, entra muito pouca grana. Isso dá um bode...
Seguimos conversando. Confessei que, naquelas noites de 2005, enquanto ela cantava sacolejando seu vestido vermelho, sua música embalava minha dança apaixonada com um homem muito importante na minha vida.
- Que bom! (sorriso menos amarelo). Vocês ainda estão juntos?
- Não... mas ele foi um grande amor.
- ah, então, é isso que importa!
Depois disso, ela voltou ao palco, eu à pista, mas tudo ficou meio sem sentido. Passei a semana discutindo como viabilizar e fazer circular bens culturais, em como facilitar seu acesso à população, formar platéias, e a cantora afirma que simplesmente não consegue tirar seu ganha pão do seu ofício.
Fui para o canto da pista de dança e fiquei observando, pela vidraça, a Estação Julio Prestes. Duas moças arrastavam seus rodos limpando o chão e os trens parados na plataforma. Dois seguranças se encolhiam dentro de seus casacos, buscando se proteger do frio. Eu, do lado de dentro, ensaiava uns passos de samba e os convidei pra dançar com um sorriso. Eles retribuiram, mas não se moveram. E de repente uma incrível melancolia me invadiu. Olhei pra aquela cena e percebi que nada mudou. Há séculos, há quem dança do lado de cá do vidro e quem, lá fora, nunca entrará na dança. Há séculos que ninguém olha pra isso e nem quer olhar. Há séculos continuamos perpetuando essa lógica. Até quando, meu Deus?!
Hoje [voltando pra casa] desejei ardentemente ser uma daquelas mocinhas que se confessam e guardam dentro de si um pouco de serenidade.
Simone de Beauvoir
sábado, 13 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
fervilhando
Passei as últimas 48 horas (quase literalmente) respirando cultura Falando sobre cultura, comendo leis de incentivo, debatendo o papel das artes, ouvindo boas práticas internacionais. Fui ao banheiro com conceitos de cidadania, tomei cafezinho com as políticas públicas, pelejei com a diversidade. Até com a dona Liberdade veio me procurar para trocarmos cartões.
As últimas 48 horas também passei refletindo. As últimas cinco, vivenciando no meu corpo os prazeres da arte, alimentando a minha alma. Estou confusa, agitada. Se num momento me animo, no outro me desestimulo. Se num momento acredito, no momento seguinte acho que tá tudo errado, uma zona mesmo.
Mas vamolá, fazêoquê? Tâmo aquí, né?! O negócio é se molhá!
Como sempre os aprendizados são grandes e me deixam inquieta, pensando nas milhares de possibilidades que o mundo nos oferece, nas milhares de pessoas interessantes que cruzam o nosso caminho. São aprendizados humanos que transcendem a prática e a burocracia de leis falhas e de um Estado incipiente.
Fica cada vez mais forte a certeza de que a cidadania somos nós quem construímos, individualmente, para aplicar na coletividade. Fica a compreesão de que muito avançamos em processos democráticos, em construções de políticas públicas, mas que ainda estamos engatinhando - sim, há ainda um tanto por fazer que dá aquela angustia de não saber nem por onde começar! Fica também cada vez mais forte a impressão de que o individualismo está ruindo, assim como valores excusos do império norte-americano que cultiva o deus capitalismo. Apesar de muitos ainda relutarem, as ações pautadas por esses valores começam a não ter mais espaço neste mundo, onde as redes sociais imperam soberanas. Um mundo coletivo, diverso em sua essência, um mundo em que as conexões são inevitáveis e incontroláveis, e os propósitos reconhecíveis. Um novo contexto onde há que aprender a lidar com a liberdade de ser, de estar, de escolher, de se espressar... a grande maioria de nós não sabe lidar com nada disso - brama por liberdade, mas não sabe nem mesmo administrar a que já tem.
Puxa, estou tão lotada de sentimentos. Transbordando.
Fica, sem dúvida, a certeza de que as coisas têm o seu tempo de acontecer. E elas já estão acontecendo. A Cultura, em seu sentido amplo, é como o ar: nunca pode faltar, senão deixamos de existir.
As últimas 48 horas também passei refletindo. As últimas cinco, vivenciando no meu corpo os prazeres da arte, alimentando a minha alma. Estou confusa, agitada. Se num momento me animo, no outro me desestimulo. Se num momento acredito, no momento seguinte acho que tá tudo errado, uma zona mesmo.
Mas vamolá, fazêoquê? Tâmo aquí, né?! O negócio é se molhá!
Como sempre os aprendizados são grandes e me deixam inquieta, pensando nas milhares de possibilidades que o mundo nos oferece, nas milhares de pessoas interessantes que cruzam o nosso caminho. São aprendizados humanos que transcendem a prática e a burocracia de leis falhas e de um Estado incipiente.
Fica cada vez mais forte a certeza de que a cidadania somos nós quem construímos, individualmente, para aplicar na coletividade. Fica a compreesão de que muito avançamos em processos democráticos, em construções de políticas públicas, mas que ainda estamos engatinhando - sim, há ainda um tanto por fazer que dá aquela angustia de não saber nem por onde começar! Fica também cada vez mais forte a impressão de que o individualismo está ruindo, assim como valores excusos do império norte-americano que cultiva o deus capitalismo. Apesar de muitos ainda relutarem, as ações pautadas por esses valores começam a não ter mais espaço neste mundo, onde as redes sociais imperam soberanas. Um mundo coletivo, diverso em sua essência, um mundo em que as conexões são inevitáveis e incontroláveis, e os propósitos reconhecíveis. Um novo contexto onde há que aprender a lidar com a liberdade de ser, de estar, de escolher, de se espressar... a grande maioria de nós não sabe lidar com nada disso - brama por liberdade, mas não sabe nem mesmo administrar a que já tem.
Puxa, estou tão lotada de sentimentos. Transbordando.
Fica, sem dúvida, a certeza de que as coisas têm o seu tempo de acontecer. E elas já estão acontecendo. A Cultura, em seu sentido amplo, é como o ar: nunca pode faltar, senão deixamos de existir.
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